%%
%% This is file `max-exemplo.tex',
%% generated with the docstrip utility.
%%
%% The original source files were:
%%
%% coppe.dtx (with options: `maxexemplo')
%%
%% This is a sample monograph which illustrates the use of the `coppe' document
%% class and its biblatex/biber bibliography style.
%%
%% Copyright (C) 2008-2026 Vicente Helano F. Batista, George O. Ainsworth Jr.,
%% Geraldo Xexéo and Eduardo Mangeli. Released under the GNU General Public
%% License version 3 (see the COPYING.txt file).
%%
\documentclass[dsc,pdfa]{coppe}
%% max-exemplo.tex -- tudo o que a classe oferece e o Manual prevê, inclusive o
%% opcional. Para só o obrigatório, veja o min-exemplo.tex.
%%
%% Opções de classe que não cabem num documento só, porque escolhem uma entre
%% várias: o tipo (msc, dsc, mscexam, dscexam, mscsem), o idioma (english,
%% spanish, french, italian), numbers (citação numérica), comserifa,
%% doublespacing, twoside, numeraisromanos, semlinks, listasnosumario,
%% semorientadornabanca, coorientador, resumosemreferencia, rascunhoficha,
%% simbolosalfabeticos, semmorewrites. O manual da classe descreve cada uma.
%%
%% Opções de classe que valem conhecer aqui:
%% - pdfa: gera o arquivo em PDF/A-2b, o formato que o depósito exige (Manual
%% 2.2d). Este exemplo o liga desde a primeira linha; a razão está na seção
%% "O arquivo de depósito: PDF/A", no capítulo de regras da COPPE.
%% - semmorewrites: não carrega o pacote morewrites. Compila meio segundo mais
%% rápido por passada, mas só serve a trabalho SEM índice remissivo, sem
%% vários índices e sem glossário, e com menos listas que este exemplo, que
%% passa dos 16 fluxos de escrita do pdfLaTeX e precisa do pacote. Ver o
%% capítulo "Truques de LaTeX".
\usepackage{rotating} % rodando coisas, como tabelas
\usepackage[most]{tcolorbox} % caixas de texto
\usepackage{tikz} % gráficos vetoriais (o tcolorbox já o traz)
\usepackage{makeidx}\makeindex % índice remissivo (3.1.4.5), no fim do trabalho
%% Fontes matemáticas: a escolha é SUA, não da classe. A classe carrega só o
%% amsmath (ambientes e comandos), e nenhuma fonte de símbolos. O bloco abaixo
%% escolhe a do motor em uso:
%% - pdfLaTeX: amssymb, as fontes AMS de 8 bits (\mathbb, \hbar, \varnothing...);
%% - LuaLaTeX/XeLaTeX: unicode-math com uma fonte OpenType. Nunca carregue
%% amssymb junto com unicode-math: os dois brigam pelos mesmos símbolos.
%% Troque Latin Modern Math por STIX Two Math, TeX Gyre Termes Math etc., se
%% quiser outra aparência. Sem matemática no trabalho, apague o bloco.
\ifPDFTeX
\usepackage{amssymb}
\else
\usepackage{unicode-math}
\setmathfont{Latin Modern Math}
\fi
\DeclareMathOperator{\RMSE}{RMSE} % operadores próprios (cap. de matemática)
\DeclareMathOperator{\diag}{diag}
%% A classe coppe já carrega: amsmath, booktabs, longtable, subcaption,
%% hyperref, biblatex, listings, fancyvrb, algorithm2e -- não recarregue esses
%% pacotes aqui (em particular, hyperref deve ficar a cargo da classe para que
%% a ordem com setspace e biblatex permaneça correta).
\addbibresource{exemplo.bib}% base de referências (biblatex/biber), com uma
% entrada de cada categoria da seção 4.2
\makelosymbols
\makeloabbreviations
%% Lista de siglas separada da de abreviaturas, como recomenda a 3.1.2.2.6 do
%% Manual. Sem esta linha, as siglas entram na lista de abreviaturas.
\makeloacronyms
%% Flutuante criado pelo autor: mesma regra dos demais (legenda acima, fonte
%% abaixo) e uma lista propria, \listofmapas.
\newcoppefloat{mapa}{Mapa}{Lista de Mapas}
%% Fonte: a norma fixa o corpo 12, e não a família. A classe compõe sem serifa
%% por padrão; para compor com serifa, passe a opção de classe `comserifa' lá
%% em cima -- NÃO redefina \familydefault aqui, porque isso venceria a opção.
%% Para uma sem serifa diferente da Latin Modern, carregue o pacote da fonte e
%% troque a família:
%%\usepackage{helvet}\renewcommand{\familydefault}{\sfdefault}
\begin{document}
\title{Título da Tese}
\foreigntitle{Thesis Title}
% Subtítulo, se houver (3.1.2.1.1c): sai depois do título, com dois-pontos.
\subtitle{Subtítulo, se Houver}
\foreignsubtitle{Subtitle, if Any}
\author{Nome do Autor}{Sobrenome}
% Orientador: nome, sobrenome, titulacao e instituicao. O tratamento
% ("Prof.") e o argumento OPCIONAL entre colchetes e vem vazio por padrao --
% a norma nao pede tratamento nenhum. A instituicao e obrigatoria, mas pode
% ficar vazia: \advisor{Ana}{Lima}{D.Sc.}{} compila sem erro.
\advisor{Nome do Primeiro Orientador}{Sobrenome}{D.Sc.}{UFRJ}
% O segundo orientador vai com tratamento, so para mostrar o argumento
% opcional funcionando; a norma nao pede tratamento nenhum.
\advisor[Prof.]{Nome do Segundo Orientador}{Sobrenome}{Ph.D.}{UFRJ}
% Coorientador: mesmos quatro argumentos de \advisor. Aparece na folha de
% rosto e na folha de aprovacao; para ve-lo tambem nas paginas de resumo,
% passe a opcao de classe `coorientador'.
\coadvisor{Nome do Coorientador}{Sobrenome}{D.Sc.}{UFF}
% A classe aceita de um a tres \advisor; se houver apenas um, o rotulo na
% capa e na folha de rosto sai como "Orientador" (singular), com dois ou
% mais sai como "Orientadores" (plural). Para o caso 1/3 orientadores,
% veja tests/test_brazilian_one_advisor.tex e tests/test_brazilian_three_advisors.tex.
\examiner{Nome do Primeiro Examinador Sobrenome}{D.Sc.}{UFRJ}
\examiner{Nome do Segundo Examinador Sobrenome}{Ph.D.}{UFRJ}
\examiner{Nome do Terceiro Examinador Sobrenome}{D.Sc.}{UFF}
\examiner{Nome do Quarto Examinador Sobrenome}{Ph.D.}{UNICAMP}
% Instituicao vazia: o argumento e obrigatorio, mas aceita ficar em branco e
% entao nada e impresso no lugar dela.
\examiner{Nome do Quinto Examinador Sobrenome}{Ph.D.}{}
\department{PESC}
\date{06}{2026}
% Data da defesa, na folha de aprovacao. Sem esta linha a folha sai com
% "a ser determinada", que e o que se quer enquanto a data nao existe.
% \approvaldate{15 de setembro de 2026}
%
% A folha de aprovacao abre a banca com os orientadores, na frente dos
% examinadores, como manda a 3.1.2.1.3(e). A opcao de classe
% `semorientadornabanca' deixa so os examinadores.
\keyword{Primeira palavra-chave}
\keyword{Segunda palavra-chave}
\keyword{Terceira palavra-chave}
% Palavras-chave do resumo em língua estrangeira (3.1.2.1.5).
\foreignkeyword{First keyword}
\foreignkeyword{Second keyword}
\foreignkeyword{Third keyword}
% Dados da folha adicional (Coleta CAPES), obrigatoria desde agosto de 2026.
% A folha e preenchida pelo Programa; estes campos apenas a compoem.
\concentrationarea{Engenharia de Sistemas e Computação}
\researchline{Engenharia de Dados e Conhecimento}
\productiontype{bibliographic} % bibliografica | artistica | tecnologica | tecnica
\linkedproject{yes} % sim | nao
\projectname{Nome do Projeto de Pesquisa ao qual o trabalho se vincula}
\fundingagency{Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e
Tecnologico}{CNPq}
\fundingagency{Fundacao Carlos Chagas Filho de Amparo a Pesquisa do
Estado do Rio de Janeiro}{FAPERJ}
% A ficha oficial vem de fichacatalografica.sibi.ufrj.br; tendo o arquivo,
% descomente a linha abaixo e a moldura vazia da folha adicional some.
% \catalogcard{ficha.pdf}
\maketitle
\frontmatter
\dedication{A alguém cujo valor é digno desta dedicatória.}
\chapter*{Agradecimentos}
Gostaria de agradecer a todos os que contribuíram para este trabalho:
orientadores, colegas, familiares e às agências de fomento. Lorem ipsum
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ut labore et dolore magna aliqua.
% Epígrafe (3.1.2.2.3), depois dos agradecimentos: citação e autoria.
\epigraph{A imaginação é mais importante que o conhecimento.}{Albert Einstein}
\begin{abstract}% 5 elementos; \setupabstracts, no preambulo, desliga 4
Apresenta-se, nesta tese, um exemplo de resumo. Lorem ipsum dolor sit amet,
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in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla
pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui
officia deserunt mollit anim id est laborum. Sed ut perspiciatis unde omnis
iste natus error sit voluptatem accusantium doloremque laudantium, totam rem
aperiam, eaque ipsa quae ab illo inventore veritatis et quasi architecto beatae
vitae dicta sunt explicabo, nemo enim ipsam voluptatem quia voluptas sit
aspernatur aut odit aut fugit.
\end{abstract}
\begin{foreignabstract}
In this work, we present an example abstract. Lorem ipsum dolor sit amet,
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dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation
ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor
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pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui
officia deserunt mollit anim id est laborum. Sed ut perspiciatis unde omnis
iste natus error sit voluptatem accusantium doloremque laudantium, totam rem
aperiam, eaque ipsa quae ab illo inventore veritatis et quasi architecto beatae
vitae dicta sunt explicabo, nemo enim ipsam voluptatem quia voluptas sit
aspernatur aut odit aut fugit.
\end{foreignabstract}
% Ordem pré-textual (Manual 3.1.2.1.6): as listas ANTES do sumário, e o
% sumário por último.
%
% O que é obrigatório e o que é opcional:
% - \tableofcontents ........ OBRIGATÓRIO (Manual 3.1.2.1.6);
% - \listoffigures .......... opcional (3.1.2.2.4, lista de ilustrações);
% - \listoftables ........... opcional (3.1.2.2.5);
% - \listofframes, \listofprograms, \listofalgorithms: acréscimo da
% Norma COPPE (§10), presentes quando o trabalho tem ao menos um quadro,
% programa ou algoritmo;
% - \listofmapas ............ opcional; o Manual admite uma lista por tipo
% de ilustração (3.1.2.2.4), e \newcoppefloat cria o tipo;
% - \printloabbreviations ... opcional (3.1.2.2.6);
% - \printloacronyms .......... opcional; a 3.1.2.2.6 recomenda separar as
% siglas das abreviaturas (exige \makeloacronyms no preâmbulo);
% - \printlosymbols ......... opcional (3.1.2.2.7), na ordem de aparição.
% Este exemplo imprime todas para mostrá-las. No seu trabalho, apague a linha
% da lista que você não usa: deixada, ela sai como folha só com o título.
\listoffigures
\listoftables
\listofframes
\listofmapas
\listofprograms
\listofalgorithms
\printloabbreviations
\printloacronyms
\printlosymbols
\tableofcontents
\mainmatter
\chapter{Introdução}
Este é um documento exemplo para o uso da classe CoppeTeX, destinado a ajudar os alunos do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE), da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A classe \verb|coppe| foi criada originalmente por Vicente Helano e George Ainsworth, porém, em 2024, passou a ser mantida por Geraldo Xexéo e Eduardo Mangeli.
Em 2026, Geraldo Xexéo fez modificações de alta monta para suportar o novo \citetitle{manualbib}, que implementa normas recentes da ABNT: a versão 4.0, em maio, com apoio do Claude Opus 4.7 e do Claude Opus 4.8, e a versão 4.1, em setembro, com apoio do Claude Opus 5, ambos da Anthropic.
Provavelmente Geraldo Xexéo, professor do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação, deve continuar mantendo ou apoiando a manutenção por alguns anos. Se você quiser particiar do grupo de manutenção, é só entrar em contato via github.
A versão mais atual dessa classe é mantida no GitHub, no repositório \url{https://github.com/COPPE-UFRJ/CoppeTeX}. De maneira arbitrária o prof. Geraldo Xexéo criou a organização COPPE-UFRJ no GitHub, e também está disposto a compartilhar com outras iniciativas semelhantes.
Esse documento segue a norma de formatação de teses e dissertações da COPPE. Ele também pode ser usado para exames de qualificação. As principais instruções estão no documento que explica a classe, ``The \verb|coppe| document class'', que fica disponível no GitHub.
Há um grupo de WhatsApp para perguntas e discussões do estilo: \href{https://github.com/COPPE-UFRJ/CoppeTeX/wiki}{here}.
Bugs devem ser reportados na \href{https://github.com/COPPE-UFRJ/CoppeTeX/issues}{página de \textit{issues} do GitHub do CoppeTeX}.
Esse documento é usado como exemplo de coisas que podem ser feitas. Ele está configurado para usar citações do tipo author-data. Para usar citações do tipo numérica é necessário colocar, entre as opções de \verb|documentclass|, a opção \verb|numbers|.
É importante de notar que essa classe não foi construída sobre a classe \LaTeX \ para a ABNT, e que segue de forma geral as regras da ABNT, mas não necessariamente de forma exata, já que o foco foi seguir as regras da Coppe. Essas mesmas regras da Coppe não especificam tudo que realmente seria necessário, então algumas coisas são decisões arbitrárias.
Essa classe implementa citações ABNT modernas e vários tipos de entrada descritos na norma.
Este documento não substitui, mas complementa, o documento que descreve a classe.
\chapter{Configurações Iniciais}
A primeira coisa a fazer é escolher o tipo de documento. Isso é feito como uma opção no comando inicial do arquivo, \verb|documentclass|. A classe \verb|coppe| suporta cinco formatos: tese de doutorado (\verb|dsc|), dissertação de mestrado (\verb|msc|), exame de qualificação de doutorado (\verb|dscexam|), exame de qualificação de mestrado (\verb|mscexam|) e seminário de mestrado (\verb|mscsem|), que é requisito obrigatório de alguns Programas e não se confunde com a qualificação. Na verdade, a norma da COPPE não cobre os exames nem o seminário, mas é interessante seguir o padrão nesses casos também: os três saem sem folha adicional da Coleta CAPES, sem ficha catalográfica e sem a referência no alto dos resumos, porque não são depositados na biblioteca.
Como pode ser visto nesse documento, muita coisa pode ser configurada, o que gerará o tratamento correto segundo as normas da COPPE. Para isso, logo após o \verb|\begin{document}| várias variáveis devem receber valor. Isso é feito com os comandos descritos que aparecem nesse exemplo.
Recomendo ler o documento ``The \verb*|coppe| document class'' para entender melhor todas as opções disponíveis.
\section{Linguagem principal do texto}
Essa classe considera que o texto principal está em português e algumas partes específicas, como o \textit{abstract}, estão em inglês. Caso o texto principal seja em inglês as seguintes opções devem ser usadas:
\begin{itemize}
\item A opção \verb|english| deve ser usada no comando \verb|\documentclass|.
\item A bibliografia segue automaticamente o idioma do Babel (português ou inglês); não é preciso escolher um estilo separado.
\end{itemize}
A variação de linguagem, em inglês ou português apenas, já é suportada pela classe \CoppeTeX com o pacote Babel. Não é necessário incluí-lo.
\section{Por que usar o \LaTeX}
Há uma grande discussão entre usuário de Word e \LaTeX, principalmente, quanto ao uso desses sistemas. Não é importante. Consideramos que ambos tem vantagens e desvantagens, e analisamos algumas em uma palestra introdutória que pode ser encontrada na rede.
Nós escolhemos o \LaTeX por alguns motivos: grande facilidade de seguir um estilo sem se preocupar como, capacidade de gerenciar versões com software como git e sites como GitHub, funcionar em qualquer sistema operacional e ser gratuito. Mais recentemente, o aparecimento de ferramentas de uso na rede permitiu o trabalho cooperativo muito facilitado.
As principais desvantagens são: idiossincrasias que podem gastar tempo, pouco controle sobre algumas coisas sem se embrenhar nos detalhes da linguagem e ausência de um verdadeiro WYSIWYG \footnote{What you see is what you get, lembramos que o princípio do \LaTeX criticava esse conceito chamando de What you see is all you got}.
\section{Como e onde usar o \LaTeX}
Existem muitos tutoriais de \LaTeX, mas basicamente, em 2026, ele é usado em dois ambientes:
\begin{enumerate}
\item Na sua máquina, instalando uma versão completa como o \hologo{MiKTeX}, típico do Windows, ou simplesmente os pacotes padrão do Linux\footnote{Também existem versões para Mac, das quais eu não estou informado}.
\item Usar um ambiente na rede, como o Overleaf.
\end{enumerate}
Em todo caso, recomendo fortemente que, ao mesmo tempo, mantenha versões no Git e faça o backup em sites como GitHub e GitLab. Isso pode ser feito em ambos os casos. Eu uso o GitHub sincronizado no Overleaf e na minha máquina com o GitHub Desktop. Muitas vezes troco quase que de forma transparente de um ambiente local para o da web sem nenhum problema.
\chapter{Algumas Regras da COPPE}
Todas abreviaturas e símbolos devem ser definida antes de utilizada. Isso é facilmente feito usando os comandos para isso dedicados, tanto ativando a construção das listas de símbolos e abreviatura, como especificamente as declarando. Porém, muitos alunos não conseguem gerar a lista porque não sabem que é necessário rodar o comando \verb*|makeindex| de uma forma específica. Tudo está descrito no manual, porém é importante notar que isso pode ser feito automaticamente, inclusive no \textit{Overleaf}, usando o arquivo \verb*|latexmkrc|. Esse arquivo é pouco usado pelos usuários de \LaTeX, mas muito útil, e pode ser usado diretamente no Overleaf, ou rodando o comando \verb|latexmk| em uma linha de comando, ou mesmo rodando direto do menu no \TeX Studio.
É imprescindível definir os símbolos, tal como o
conjunto dos números reais $\mathbb{R}$ e o conjunto vazio $\emptyset$.
\symbl{$\mathbb{R}$}{Conjunto dos números reais}
\symbl{$\emptyset$}{Conjunto vazio}. Usamos esse exemplo aqui justamente para mostrar como devem ser usados os símbolos de Reais ($\mathbb{R}$), Inteiros ($\mathbb{Z}$), Complexos($\mathbb{C}$), Racionais (($\mathbb{Q}$)) Booleanos (($\mathbb{B}$)), etc.
Para as listas de abreviaturas e símbolos funcionarem no Overleaf é necessário rodar o \verb|latexmkrc|. O Overleaf faz isso automaticamente. Caso haja um problema, verifique se o arquivo \verb|coppe.ist| está no diretório. Também é útil compilar do início e também apagar todos os arquivos desnecessários.
Como as listas de símbolos e de abreviaturas usamo o mesmo comando usado para criar índices, e também não há uma expectativa que a tese tenha um índice, se for desejado criar índices é necessário tanto criar, ou adotar, um novo arquivo \verb*|.ist|, que define o formato do índice, como alterar o \verb*|latexmkrc| para fazer também esse passo. Ou fazer o passo de rodar o \verb*|makeindex| na mão.
\section{Níveis de seção}
\label{sec:niveis}
O Manual (2.6) numera as seções em cadeia e recomenda ir no máximo até a quinária. Na classe, cada nível tem um comando, e o destaque diminui a cada degrau: o capítulo é a seção primária, em caixa alta e negrito; a \verb|\section| é a secundária, em caixa alta sem negrito; a \verb|\subsection| é a terciária, em negrito; a \verb|\subsubsection| é a quaternária, em negrito e itálico; e o \verb|\paragraph| é a quinária, em itálico. Todos entram no sumário.
\subsection{Seção terciária}
Texto da seção terciária, escrita com \verb|\subsection|.
\subsubsection{Seção quaternária}
Texto da seção quaternária, escrita com \verb|\subsubsection|.
\paragraph{Seção quinária}
Texto da seção quinária, escrita com \verb|\paragraph|. Este é o único \verb|\paragraph| do exemplo, de propósito: é o último nível que o Manual recomenda, e num trabalho bem dividido ele quase nunca é necessário. Se você precisar dele com frequência, é provável que o capítulo esteja pedindo para ser dividido em dois.
\section{Citações}
\label{sec:citacoes}
Citações curtas podem ser feitas \enquote{o comando quote} ou direto com ``duas crases e dois apóstrofos.'' Citações longas devem usar o comando \verb*|longquote|
\begin{longquote}
Um exemplo de citação longa nas regras da ABNT (4cm de recuo e fonte menor)
feita com o ambiente \verb*|longquote| The primary objective of this
investigation was to determine the feasibility of detecting corrosion in
aluminum Naval aircraft components with neutron radiographic interrogation
and the use of standard corrosion penetrameters. Secondary objectives
included the determination of the effect of object thickness on image quality,
the defining of minimum levels of detectability and a preliminary investigation
of a means whereby the degree of corrosion could be quantified with neutron
radiographic data. \citep{article-example}
\end{longquote}
Citações devem apontar as referências. Para isso, está disponível o ótimo pacote \verb*|natbib| que permite criar citações em dois formatos, o totalmente dentro de parênteses (\verb*|\citep|), como em \citep{article-example} como o de citação pertencente ao texto, como em \citet{article-example}. Veja o capítulo sobre referências bibliográficas.
Em todo caso, \textbf{deve se tomar enorme atenção com as citações, para evitar ocorrer em plágio não intencional}.\index{citação}\index{plágio}
Para uma citação curta no meio do parágrafo, \verb|\enquote| põe as aspas do idioma do trabalho: \enquote{a imaginação é mais importante que o conhecimento}. O mesmo comando existe em português, \verb|\citacao|.\index{citação!curta}
Quando se cita uma obra por meio de outra (\textit{apud}), pela ABNT entra na lista de referências \emph{apenas a obra efetivamente consultada}. A obra original (não consultada) é informada como texto e \emph{não} é referenciada. Use \verb*|\citetapud{autor}{ano}{chave}|, como em \citetapud{Drumond}{1953}{article-example}, ou a forma entre parênteses \verb*|\citepapud|, como em \citepapud[145]{Drumond}{1953}{article-example}. Note que, nas Referências, aparece somente a obra consultada.
\section{O arquivo de depósito: PDF/A}
\label{sec:pdfa}
Este exemplo é compilado com a opção \verb|pdfa| da classe, logo na primeira linha:
\begin{verbatim}
\documentclass[dsc,pdfa]{coppe}
\end{verbatim}
Com ela, o arquivo sai em \textbf{PDF/A-2b}. Esta seção explica o que isso é, por que a COPPE exige, o que a classe faz e o que pode dar errado.
\textbf{Por que é obrigatório.} Desde a Resolução CEPG n.~246/2023 o depósito de teses e dissertações na UFRJ é \emph{exclusivamente digital}: não há mais cópia impressa, e o arquivo é o documento. Por isso o Manual da UFRJ, na seção 2.2(d), diz que a versão digital final ``deve ser entregue em arquivo do tipo PDF/A (formato de arquivamento de longo prazo)''. Um PDF comum abre hoje, mas nada garante que abra igual daqui a trinta anos, em outro computador, sem as fontes e os programas que o produziram. O PDF/A garante.
\textbf{O que é o PDF/A.} É o PDF restrito pela norma ISO~19005 para \emph{preservação}. A ideia central é que o arquivo seja autossuficiente:
\begin{itemize}
\item \textbf{todas as fontes vão embutidas} no arquivo, e em forma vetorial;
\item \textbf{as cores são independentes do equipamento}: o arquivo declara um perfil de cor (sRGB) para dizer como elas devem ser reproduzidas;
\item \textbf{os metadados vão em XMP}, um bloco padronizado que bibliotecas e repositórios leem sozinhos: título, autor, assunto, palavras-chave;
\item \textbf{nada depende de fora}: sem conteúdo externo, sem JavaScript, sem áudio ou vídeo, sem criptografia nem senha.
\end{itemize}
\textbf{Por que 2b.} A norma tem partes e níveis. A \emph{parte 2} (PDF/A-2) admite transparência, que o PDF/A-1 proíbe e que o \verb|tcolorbox| e vários pacotes de gráficos produzem; com PDF/A-1 este mesmo exemplo seria rejeitado. O \emph{nível b} (\emph{basic}) garante a reprodução visual fiel, que é o que o depósito precisa. Os níveis \emph{u} e \emph{a} pedem, além disso, mapeamento Unicode completo e estrutura marcada para leitores de tela, que o \hologo{pdfLaTeX} não produz de forma confiável. O próprio Manual, no Anexo I, aceita as variantes 1b e 2b.
\textbf{O que a classe faz.} Com a opção \verb|pdfa|, a classe carrega o pacote \verb|pdfx| no nível \verb|a-2b|, monta os metadados XMP a partir do \verb|\title|, do \verb|\author|, das \verb|\keyword| e do \verb|\department| que você já escreveu, embute o perfil sRGB, põe as cores em RGB e retira do arquivo as informações internas do \hologo{pdfTeX} que um validador rejeitaria. As fontes já são a Latin Modern, vetorial: a Computer Modern antiga saía em bitmap (Type~3), e bitmap não é PDF/A. Os metadados chegam ao PDF na segunda passada, porque são lidos de um arquivo \verb|.xmpdata| que a classe escreve na primeira. O custo em tempo de compilação, medido neste exemplo, fica dentro da variação normal entre uma passada e outra.
\textbf{Por que ligar desde já.} A opção fica desligada por padrão na classe, mas vale ligar no começo da escrita, como neste exemplo: um problema de PDF/A --- uma imagem ou um PDF incluído que não obedece à norma --- aparece no dia em que o arquivo entra, e não na véspera do depósito, quando já são dezenas de figuras.
\textbf{O que pode dar errado.} Quase sempre é o que vem de fora:
\begin{itemize}
\item um \textbf{PDF incluído} (\verb|\includegraphics| ou \verb|pdfpages|) com fontes não embutidas, criptografado ou com formulário;
\item uma \textbf{imagem em CMYK} ou com perfil de cor próprio, típica de material de gráfica;
\item um \textbf{link para arquivo local} ou para executar um programa.
\end{itemize}
Refaça a figura (exportar de novo para PDF com as fontes embutidas costuma bastar) ou converta-a para PNG.
\textbf{Como conferir.} Abra o PDF num leitor que indique a conformidade (o Adobe Acrobat mostra uma faixa ``Este arquivo está em conformidade com o padrão PDF/A''), ou passe-o pelo \emph{veraPDF} (\texttt{verapdf.org}), o validador de referência, gratuito, no perfil PDF/A-2b. Os documentos de prova da CoppeTeX passam pelo veraPDF a cada versão.
\chapter{Floats}
Grande parte dos problemas de iniciantes, e veteranos, em \LaTeX é da localização dos \textit{floats}, como figuras e tabelas. Para o bom comportamente é importante que sempre que usar um comando do tipo \verb*|\begin{figure}[hbt]| não sejam esquecidas as opções de posicionamento.
A regra geral de posicionamento é que uma figura ou quadro só pode aparecer a partir da mesma página onde é citado pela primeira vez, nunca antes. Normalmente eu sigo a ordem de preferência aqui, fim da página, topo da página, isto é \verb*|hbt|. Se desejado, pode ser usado o \verb*|p|, que coloca os floats em uma página única. Para forçar mais o posicionamento, é possível usar o pacote \verb*|float| e usar a opção \verb*|H|. Além disso é possível usar o pacote \verb*|placeins| que permite tanto definir que \textit{floats} devem sempre ser colocados na mesma seção ou outra regra, quanto usar o comando \verb*|FlaotBarrier|, que obriga a todos os \textit{floats} aparecerem.
\textbf{Pela norma atual (manual2024), a legenda} \verb|\caption| \textbf{de toda ilustração --- figura, tabela ou quadro --- fica \emph{acima} dela}, com o número em algarismos arábicos, travessão e o título. \textbf{A fonte é obrigatória e fica \emph{abaixo}}, indicada com \verb|\source{...}| (sinônimo: \verb|\fonte{...}|), em letra menor; ela não numera nem avança nenhum contador. Se outro pacote já definir \verb|\source| ou \verb|\fonte|, use \verb|\cpsource| / \verb|\cpfonte|.
Quadros são ilustrações cujos dados são delimitados por linhas em \emph{todas} as bordas (ao contrário das tabelas, com linhas só no topo e na base). O CoppeTeX oferece o float \verb|quadro| (sinônimo em inglês: \verb|frame|) e o comando \verb|\listofframes| para a lista correspondente. Para criar outros floats com a mesma regra (legenda acima, \verb|\source| abaixo e uma \verb|\listof...|), use \verb|\newcoppefloat{nome}{Nome}{Título da Lista}|.
\section{Tabelas e Figuras Padrão}
Vamos ver uma tabela padrão, como a \autoref{tab:exemplo_numeros}.
\begin{table}[ht]
\centering % Centraliza a tabela
\caption{Exemplo de Tabela de Números}
\label{tab:exemplo_numeros}
\begin{tabular}{ccc} % Define a quantidade de colunas
\hline % Linha superior
\textbf{Col. 1} & \textbf{Col. 2} & \textbf{Col. 3} \\ % Cabeçalhos
\hline % Linha média
1 & 2 & 3 \\ % Primeira linha de dados
\hline
4 & 5 & 6 \\ % Segunda linha de dados
\hline
7 & 8 & 9 \\ % Terceira linha de dados
\hline
10 & 11 & 12 \\ % Quarta linha de dados
\hline % Linha inferior
\end{tabular}
\source{Elaboração própria.} % fonte obrigatoria, abaixo do float
\end{table}
Já a \autoref{fig:exemplo_figura} é uma figura padrão, com controle da largura.
\begin{figure}[ht]
\centering % Centraliza a figura
\caption{Exemplo de Figura com Legenda Acima} % Legenda em cima (norma atual)
\label{fig:exemplo_figura} % Etiqueta para referência cruzada
\includegraphics[width=0.5\textwidth]{coppe-logo.pdf} % Inclui a imagem com metade da largura do texto
\source{COPPE/UFRJ.} % fonte obrigatoria, abaixo da figura
\end{figure}
Quadros têm a mesma regra (legenda acima, fonte abaixo), mas com linhas em todas as bordas. O \autoref{qua:exemplo} ilustra o float \verb|quadro|.
\begin{framefloat}[ht]
\centering
\caption{Exemplo de Quadro}
\label{qua:exemplo}
\begin{tabular}{|l|l|}
\hline
\textbf{Ilustração} & \textbf{Delimitação} \\
\hline
Tabela & Linhas apenas no topo e na base. \\
\hline
Quadro & Linhas em todas as bordas. \\
\hline
\end{tabular}
\source{Elaboração própria.}
\end{framefloat}
Um segundo quadro, no \autoref{qua:segundo}, prova que o contador anda e que a lista de quadros recebe as duas entradas.
\begin{framefloat}[ht]
\centering
\caption{Segundo Quadro, para provar a numeração}
\label{qua:segundo}
\begin{tabular}{|l|l|}
\hline
\textbf{Elemento} & \textbf{Onde fica} \\
\hline
Legenda & Acima da ilustração. \\
\hline
Fonte & Abaixo da ilustração. \\
\hline
\end{tabular}
\source{Adaptado do manual do SiBI, 9.\textsuperscript{a} ed. rev., 2026.}
\end{framefloat}
\section{Criando um float novo}
\verb|\newcoppefloat{nome}{Nome}{Título da Lista}| cria um flutuante que segue a mesma regra: legenda acima, \verb|\source| abaixo e uma lista própria. O exemplo declara \verb|mapa| no preâmbulo e o usa duas vezes, no \autoref{mapa:primeiro} e no \autoref{mapa:segundo}; a lista sai com \verb|\listofmapas|.
\begin{mapa}[ht]
\centering
\caption{Primeiro mapa, num float criado pelo autor}
\label{mapa:primeiro}
\begin{tikzpicture}[scale=0.8]
\draw[thick] (0,0) rectangle (4,2.4);
\draw[fill=gray!20] (0.4,0.4) rectangle (1.8,2);
\draw[fill=gray!40] (2.2,0.4) rectangle (3.6,1.2);
\node at (2,-0.4) {\footnotesize esquema de ocupação};
\end{tikzpicture}
\source{Elaboração própria.}
\end{mapa}
\begin{mapa}[ht]
\centering
\caption{Segundo mapa, para provar o contador e a lista}
\label{mapa:segundo}
\begin{tikzpicture}[scale=0.8]
\draw[thick] (0,0) circle (1.2);
\draw[->] (-1.6,0) -- (1.6,0);
\draw[->] (0,-1.6) -- (0,1.6);
\node at (0,-2) {\footnotesize esquema de alcance};
\end{tikzpicture}
\source{Elaboração própria.}
\end{mapa}
\section{Tabelas mais elegantes}
Atualmente a tendência é usar tabelas mais leves, como \autoref{tab:exemplo_numerosbom}. Isso exige o pacote \verb*|booktabs|.
\begin{table}[ht]
\centering % Centraliza a tabela
\caption{Exemplo de Tabela de Números mais elegantes}
\label{tab:exemplo_numerosbom}
\begin{tabular}{ccc} % Define a quantidade de colunas
\toprule % Linha superior
\textbf{Col. 1} & \textbf{Col. 2} & \textbf{Col. 3} \\ % Cabeçalhos
\midrule % Linha média
1 & 2 & 3 \\ % Primeira linha de dados
4 & 5 & 6 \\ % Segunda linha de dados
7 & 8 & 9 \\ % Terceira linha de dados
10 & 11 & 12 \\ % Quarta linha de dados
\bottomrule % Linha inferior
\end{tabular}
\source{Elaboração própria.}
\end{table}
\section{Tabelas Longas ou Largas}
Se sua tabela é muito longa ou larga, existem várias opções.
\begin{itemize}
\item alterar o tamanho da letra
\item Usar o longtable
\item rodar a tabela, fazendo ela em \textit{landscape}
\item fazer a tabela dentro de um minibox
\end{itemize}
\subsection{Tabelas largas demais}
É comum em teses que as tabelas sejam largas demais. Há várias formas de resolver isso.
A \autoref{tab:tabela_largafns} é larga demais para a mancha, e o que se fez nela foi diminuir o corpo da fonte com o comando \verb|\footnotesize|, colocado dentro do ambiente \verb|table|, antes do \verb|tabular|.
\begin{table}[ht]
\centering % Centraliza a tabela
\caption{Exemplo de Tabela Larga com Fonte Menor}
\label{tab:tabela_largafns}
\footnotesize % Aplica uma fonte menor para a tabela
\begin{tabular}{cccccccc} % Aumente o número de colunas conforme necessário
\toprule
\textbf{Col. 1} & \textbf{Col. 2} & \textbf{Col. 3} & \textbf{Col. 4} & \textbf{Col. 5} & \textbf{Col. 6} & \textbf{Col. 7} & \textbf{Col. 8} \\
\midrule
Dado 1.1 & Dado 1.2 & Dado 1.3 & Dado 1.4 & Dado 1.5 & Dado 1.6 & Dado 1.7 & Dado 1.8 \\
Dado 2.1 & Dado 2.2 & Dado 2.3 & Dado 2.4 & Dado 2.5 & Dado 2.6 & Dado 2.7 & Dado 2.8 \\
Dado 3.1 & Dado 3.2 & Dado 3.3 & Dado 3.4 & Dado 3.5 & Dado 3.6 & Dado 3.7 & Dado 3.8 \\
\bottomrule
\end{tabular}
\source{Elaboração própria.}
\end{table}
O comando \verb|\resizebox{width}{height}{content}| permite ajustar o tamanho de qualquer coisa, inclusive uma tabela, como na \autoref{tab:examplerb}. No caso, estou fazendo a tabela ficar maior, para ocupar o espaço, mas funciona para qualquer tamanho.
\begin{table}[ht]
\centering
\caption{Exemplo de Tabela Redimensionada}
\label{tab:examplerb}
\resizebox{\textwidth}{!}{%
\begin{tabular}{llll}
\toprule
Coluna 1 & Coluna 2 & Coluna 3 & Coluna 4 \\
\midrule
Dados 1 & Dados 2 & Dados 3 & Dados 4 \\
Dados 5 & Dados 6 & Dados 7 & Dados 8 \\
\bottomrule
\end{tabular}%
}
\source{Elaboração própria.}
\end{table}
Para rodar uma tabela muito larga em 90 graus no LaTeX, você pode usar o pacote \verb*|rotating|. Este pacote fornece o ambiente \verb*|sidewaystable|, que automaticamente gira a tabela, incluindo sua legenda, em 90 graus. Isso é especialmente útil para acomodar tabelas largas em documentos, garantindo que elas caibam na página sem comprometer a legibilidade.
Aqui está um exemplo de como usar o ambiente \verb*|sidewaystable| para girar uma tabela. Primeiro, apresento o código dentro de um ambiente verbatim para mostrar como ele deve ser escrito no seu documento \LaTeX. Em seguida, forneço o mesmo código fora do ambiente verbatim para demonstrar como ele funcionaria na prática. A tabela aqui é pequena, só para ilustrar.
\begin{sidewaystable}
\centering
\caption{Sua Legenda Aqui}
\label{tab:sua_tabela}
\begin{tabular}{lll}
\toprule
Coluna 1 & Coluna 2 & Coluna 3 \\
\midrule
Item 1 & Item 2 & Item 3 \\
Item 4 & Item 5 & Item 6 \\
\bottomrule
\end{tabular}
\source{Elaboração própria.}
\end{sidewaystable}
Se a tabela for muito longa, o ambiente \verb|longtable| é o ideal. Ele fornece comandos para \textit{headers}, cabeçalhos, e \textit{footers} tanto no ínicio e no fim da tabela, como em todas as páginas. A \autoref{tab:longa} fornece um exemplo de 3 páginas.
%% Exemplo de tabela longa que se estende por várias páginas
\begin{longtable}{|c|c|c|}
%% primeiro cabeçalho (é o caption)
\caption{Exemplo de Tabela Longa}\label{tab:longa} \\
\hline \textbf{Col. 1} & \textbf{Col. 2} & \textbf{Col. 3} \\ \hline
\endfirsthead
%% cabeçalho normal
\multicolumn{3}{c}%
{{\tablename\ \thetable{} -- continuação da página anterior}} \\
\hline \textbf{Col. 1} & \textbf{Col. 2} & \textbf{Col. 3} \\ \hline
\endhead
%% pé normal
\hline \multicolumn{3}{|r|}{{Continua na próxima página}} \\ \hline
\endfoot
\hline
%% último pé
\multicolumn{3}{|r|}{{Continua na próxima página}}\\
\hline \hline
\endlastfoot
%% Conteúdo da tabela
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
1 & 2 & 3 \\
4 & 5 & 6 \\
%% Repetir linhas semelhantes conforme necessário para estender a tabela por 3 páginas
\end{longtable}
\source{Elaboração própria.}% a longtable não é float: a fonte vem após o ambiente
\section{Subfiguras (subcaption)}
Para colocar várias imagens (ou tabelas) lado a lado, cada uma com sua própria legenda, use o pacote \verb|subcaption|. \textbf{Evite} \verb|subfigure| e \verb|subfig|: são obsoletos e conflitam com a configuração de legendas. A \autoref{fig:subs} traz duas subfiguras:
\begin{figure}[ht]
\centering
\begin{subfigure}[b]{0.42\textwidth}
\centering\includegraphics[width=\linewidth]{example-image-a}
\caption{Primeira vista}\label{fig:sub-a}
\end{subfigure}
\hfill
\begin{subfigure}[b]{0.42\textwidth}
\centering\includegraphics[width=\linewidth]{example-image-b}
\caption{Segunda vista}\label{fig:sub-b}
\end{subfigure}
\caption{Figura com duas subfiguras}
\label{fig:subs}
\source{Elaboração própria.}
\end{figure}
Referencie a figura inteira com \verb|\autoref{fig:subs}|. Cada parte tem
rótulo próprio: \verb|\autoref{fig:sub-a}| leva à \autoref{fig:sub-a}.
\section{Imagens (graphicx)}
A classe já carrega o \verb|graphicx|. Insira imagens com \verb|\includegraphics|; as opções mais úteis são:
\begin{itemize}
\item \verb|[width=0.8\textwidth]| ou \verb|[scale=0.5]| --- tamanho;
\item \verb|[angle=90]| --- rotação;
\item \verb|[trim=l b r t, clip]| --- recorte (corta as bordas \emph{esquerda, baixo, direita, topo}).
\end{itemize}
Formatos aceitos com \hologo{pdfLaTeX}/\hologo{LuaLaTeX}: \texttt{pdf}, \texttt{png}, \texttt{jpg}. Arquivos \texttt{eps} são convertidos automaticamente (\texttt{epstopdf}). Imagens \texttt{svg} exigem um programa externo (ex.: Inkscape) ou o pacote \verb|svg| com \verb|--shell-escape|; o mais simples é exportar o \texttt{svg} para \texttt{pdf} antes de incluí-lo.
\section{Introdução ao tikz}
O \verb|tikz| (disponível também via \verb|tcolorbox|) desenha gráficos vetoriais no próprio \LaTeX: o desenho sai com a mesma fonte do texto, escala sem perder qualidade e não depende de arquivo externo. A \autoref{fig:tikz} é um fluxograma de três etapas, e o código dela está logo abaixo, comentado. Como toda ilustração, a legenda vai \textbf{acima} e a fonte \textbf{abaixo}.
\begin{figure}[ht]
\centering
\caption{Diagrama simples em tikz}
\label{fig:tikz}
\begin{tikzpicture}[
% um estilo com nome, para não repetir as mesmas opções em cada nó
etapa/.style={draw, rounded corners, minimum width=2.4cm,
minimum height=0.9cm, fill=gray!10},
seta/.style={->, thick}]
% os nós: estilo, nome entre parênteses, posição (x,y) em cm, texto
\node[etapa] (coleta) at (0,0) {Coleta};
\node[etapa] (analise) at (4,0) {Análise};
\node[etapa] (relato) at (8,0) {Relatório};
% as setas ligam os nós pelo nome; o rótulo vai no meio, por cima
\draw[seta] (coleta) -- (analise) node[midway, above] {dados};
\draw[seta] (analise) -- (relato) node[midway, above] {resultados};
% uma seta de volta, curvada por baixo
\draw[seta, dashed] (relato.south) to[bend left=25]
node[midway, below] {revisão} (coleta.south);
\end{tikzpicture}
\source{Elaboração própria.}
\end{figure}
\begin{verbatim}
\begin{tikzpicture}[
etapa/.style={draw, rounded corners, minimum width=2.4cm,
minimum height=0.9cm, fill=gray!10},
seta/.style={->, thick}]
\node[etapa] (coleta) at (0,0) {Coleta};
\node[etapa] (analise) at (4,0) {Análise};
\node[etapa] (relato) at (8,0) {Relatório};
\draw[seta] (coleta) -- (analise) node[midway, above] {dados};
\draw[seta] (analise) -- (relato) node[midway, above] {resultados};
\draw[seta, dashed] (relato.south) to[bend left=25]
node[midway, below] {revisão} (coleta.south);
\end{tikzpicture}
\end{verbatim}
Três ideias bastam para começar: \textbf{nós} (\verb|\node|) são caixas de texto com nome e posição; \textbf{caminhos} (\verb|\draw|) ligam coordenadas ou nós; e \textbf{estilos} (\verb|nome/.style|) guardam opções para reaproveitar. Para gráficos de dados (curvas, barras), veja o \verb|pgfplots|, construído sobre o \verb|tikz|. A documentação do \verb|tikz| (\texttt{texdoc tikz}) começa com tutoriais.
\section{Float ou direto no texto?}
Colocar a tabela ou imagem dentro de \verb|figure|/\verb|table| (um \emph{float}) deixa o \LaTeX\ posicioná-la onde melhor couber (topo ou base da página), numerá-la e incluí-la na lista; em troca, a posição exata não é garantida. Colocá-la \emph{diretamente} no texto fixa a posição, mas perde a numeração, a legenda e a entrada na lista, além de poder gerar quebras de página ruins. Para teses, prefira sempre o float, com \verb|\caption| e \verb|\source|.
\chapter{Using BibLaTeX}
\label{cap:biblatex}
Esta classe gera as referências com BibLaTeX e o \emph{backend} \texttt{biber}, no padrão ABNT (NBR~6023 para as referências e NBR~10520 para as citações), seguindo as normas da CPGP da COPPE. O antigo \hologo{BibTeX} e os arquivos \texttt{.bst} foram aposentados.
\textbf{É obrigatório compilar com \texttt{biber}} (e não com \hologo{BibTeX}). A sequência de compilação é: \hologo{LaTeX}, depois \texttt{biber}, e mais duas vezes \hologo{LaTeX}. Em editores como o \hologo{TeX}studio ou o Overleaf, configure o \emph{bibliography backend} como \texttt{biber} (veja o capítulo sobre \texttt{latexmkrc}).
Os comandos do \texttt{natbib} (\verb|\citet|, \verb|\citep|) continuam disponíveis porque a classe carrega o BibLaTeX com a opção \texttt{natbib=true}; assim, você pode usar tanto os comandos nativos do BibLaTeX (\verb|\autocite|, \verb|\textcite|) quanto os do \texttt{natbib}. As Tabelas~\ref{tab:citation} e~\ref{tab:citation1} apresentam \verb|\cite| e \verb|\citet| para vários tipos de obra contidos na norma da CPGP (a primeira com regras manuais, a segunda com \texttt{booktabs}), no estilo numérico. Tirando o parâmetro opcional numérico da classe, as citações passam de numéricas para autor-data.
\begin{table}[htb]
\caption{Exemplos de citações utilizando o comando padrão
\texttt{\textbackslash cite} do \LaTeX\ e
o comando \texttt{\textbackslash citep},
disponível pela opção \texttt{natbib} do BibLaTeX.}
\label{tab:citation}
\centering
{\footnotesize
\begin{tabular}{|c|c|c|}
\hline
Tipo da Publicação & \verb|\cite| & \verb|\citep|\\
\hline
Livro & \cite{book-example} & \citep{book-example}\\
Artigo & \cite{article-example} & \citep{article-example}\\
Relatório & \cite{techreport-example} & \citep{techreport-example}\\
Relatório & \cite{techreport-exampleIn} & \citep{techreport-exampleIn}\\
Anais de Congresso & \cite{inproceedings-example} &
\citep{inproceedings-example}\\
Séries & \cite{incollection-example} & \citep{incollection-example}\\
Em Livro & \cite{inbook-example} & \citep{inbook-example}\\
Dissertação de mestrado & \cite{mastersthesis-example} &
\citep{mastersthesis-example}\\
Tese de doutorado & \cite{phdthesis-example} & \citep{phdthesis-example}\\
\hline
\end{tabular}}
\source{Elaboração própria.}
\end{table}
\begin{table}[htb]
\caption{Exemplos de citações utilizando o comando padrão
\texttt{\textbackslash cite} do \LaTeX\ e
o comando \texttt{\textbackslash citet},
disponível pela opção \texttt{natbib} do BibLaTeX. Além disso, usando o booktabs.}
\label{tab:citation1}
\centering
{\footnotesize
\begin{tabular}{ccc}
\toprule
Tipo da Publicação & \verb|\cite| & \verb|\citet|\\
\midrule
Livro & \cite{book-example} & \citet{book-example}\\
Artigo & \cite{article-example} & \citet{article-example}\\
Relatório & \cite{techreport-example} & \citet{techreport-example}\\
Relatório & \cite{techreport-exampleIn} & \citet{techreport-exampleIn}\\
Anais de Congresso & \cite{inproceedings-example} &
\citet{inproceedings-example}\\
Séries & \cite{incollection-example} & \citet{incollection-example}\\
Em Livro & \cite{inbook-example} & \citet{inbook-example}\\
Dissertação de mestrado & \cite{mastersthesis-example} &
\citet{mastersthesis-example}\\
Tese de doutorado & \cite{phdthesis-example} & \citet{phdthesis-example}\\
\bottomrule
\end{tabular}}
\source{Elaboração própria.}
\end{table}
\section{Comandos de citação}
Os principais comandos são: \verb|\cite| (referência simples), \verb|\citet| (autor por extenso, ano entre parênteses --- ``citação no texto''), \verb|\citep| (tudo entre parênteses) e os nativos do BibLaTeX \verb|\autocite| e \verb|\textcite|. Por exemplo, \citet{article-example} tratou do tema, o que também aparece em \citep{article-example}.
\subsection{Parâmetro opcional: página e ``tradução nossa''}
Todos os comandos aceitam um parâmetro opcional para a localização (página, seção) e observações. Por exemplo, \verb|\citep[p.~45, tradução nossa]{chave}| produz \citep[p.~45, tradução nossa]{article-example}. Use ``tradução nossa'' quando você mesmo traduziu o trecho citado (NBR~10520): coloque a tradução no corpo do texto e, se a precisão lexical importar, o original em nota de rodapé.
\subsection{Citação de citação (\emph{apud})}
Para citar uma obra através de outra, use \verb|\citetapud| e \verb|\citepapud| (demonstrados na Seção~\ref{sec:citacoes}): pela ABNT, entra na lista de referências \emph{apenas} a obra efetivamente consultada; a obra original (não consultada) é informada como texto.
\subsection{Múltiplas bibliografias}
Para separar as referências (por tipo, capítulo ou tema), use o ambiente \verb|refsection| e vários \verb|\printbibliography| com filtros, como \verb|\printbibliography[type=article]| ou \verb|\printbibliography[keyword=lei]|. Cada chamada imprime um subconjunto das entradas citadas.
\section{Tipos de entrada bibliográfica}
Cada tipo de documento da ABNT corresponde a um tipo de entrada do BibLaTeX, com um sinônimo em português (sem acentos) que você pode usar no \texttt{.bib}. Todos os tipos abaixo estão demonstrados nas Referências deste documento (veja \texttt{exemplo.bib}). Entre parênteses, os sinônimos em português.
% Nomes de tipo em fonte de máquina não hifenizam: justificados, abriam
% buracos nas linhas (Underfull \hbox). Alinhado à esquerda, não.
\begingroup\raggedright
\subsection{Tipos acadêmicos principais}
\begin{itemize}
\item Livro / monografia --- \verb|@book| (\verb|@livro|)
\item Artigo de periódico --- \verb|@article| (\verb|@artigo|); matéria de jornal --- \verb|@article| (\verb|@artigodejornal|)
\item Capítulo de livro --- \verb|@incollection| (\verb|@partedelivro|), \verb|@inbook| (\verb|@emlivro|); verbete --- \verb|@inreference| (\verb|@verbete|)
\item Evento no todo (anais) --- \verb|@proceedings| (\verb|@anais|); trabalho em evento --- \verb|@inproceedings| (\verb|@trabalhodeevento|)
\item Tese/dissertação --- \verb|@thesis| (\verb|@tese|, \verb|@dissertacao|); com tipo predefinido: \verb|@dissertacaomestrado|, \verb|@tesedoutorado|, \verb|@tesephd|, \verb|@tcc|
\item Relatório --- \verb|@report| (\verb|@relatorio|, \verb|@relatoriotecnico|); periódico no todo --- \verb|@periodical| (\verb|@periodico|)
\item Manual --- \verb|@manual|; diversos --- \verb|@misc| (\verb|@diverso|); página/site --- \verb|@online|
\end{itemize}
\subsection{Tipos especiais (ABNT §4.2.5--4.2.14)}
\begin{itemize}
\item Patente --- \verb|@patent| (\verb|@patente|)
\item Legislação / ato normativo --- \verb|@legislation| (\verb|@legislacao|, \verb|@atonormativo|); jurisprudência --- \verb|@jurisdiction| (\verb|@jurisprudencia|); documento jurídico/civil --- \verb|@legal| (\verb|@documentojuridico|, \verb|@documentocivil|)
\item Norma técnica --- \verb|@standard| (\verb|@norma|); partitura --- \verb|@music| (\verb|@partitura|)
\item Documento cartográfico (mapa) --- \verb|@map| (\verb|@mapa|, \verb|@cartografico|); iconográfico --- \verb|@image| (\verb|@iconografico|); obra de arte/3D --- \verb|@artwork| (\verb|@obradearte|, \verb|@tridimensional|)
\item Audiovisual --- \verb|@video| (\verb|@audiovisual|); filme --- \verb|@movie| (\verb|@filme|); correspondência --- \verb|@letter| (\verb|@correspondencia|); conjunto de dados --- \verb|@dataset| (\verb|@conjuntodedados|)
\end{itemize}
\subsection{Jogos e TV (tipos próprios da CoppeTeX)}
\begin{itemize}
\item Jogo --- \verb|@game| (\verb|@jogo|); de tabuleiro --- \verb|@boardgame| (\verb|@jogodetabuleiro|); eletrônico --- \verb|@videogame| (\verb|@jogoeletronico|)
\item Programa de TV / série --- \verb|@tvshow| (\verb|@programadetv|, \verb|@serietv|)
\end{itemize}
Os campos também aceitam sinônimos em português (sem acentos): \verb|autor|, \verb|titulo|, \verb|subtitulo|, \verb|editora|, \verb|local|, \verb|ano|, \verb|data|, \verb|paginas|, \verb|edicao|, \verb|numero|, \verb|periodico|/\verb|jornal|/\verb|revista|, \verb|caderno|, \verb|escala|, \verb|organizador|, \verb|tradutor|, entre outros. Sem autor nem organizador, a entrada é feita pelo título, com a 1ª palavra em CAIXA ALTA.
\par\endgroup
\section{Uma referência de cada categoria do Manual}\label{sec:todosostipos}
A seção 4.2 do Manual do SiBI enumera 34 categorias de documento, da monografia à partitura. O arquivo \verb|exemplo.bib|, que acompanha a classe, traz \textbf{uma entrada de cada uma}, com os dados dos próprios exemplos do Manual, e todas são citadas aqui. Confira cada uma na lista de Referências: é assim que ela tem de sair.
Todas as entradas usam os nomes de tipo e de campo em \textbf{inglês}, os do \texttt{biblatex}: são os que os gerenciadores de referência (JabRef, Zotero, Mendeley) exportam, e os que outra pessoa vai reconhecer quatro anos depois. A tabela mostra o tipo de cada uma. A classe ainda aceita sinônimos em português para tipos e campos (\verb|@livro|, \verb|autor|, \verb|titulo|\dots), para quem chega de uma base antiga, mas o recomendado é a forma inglesa.
% Colunas estreitas alinhadas à esquerda: justificadas, abriam buracos.
\begin{longtable}{@{}>{\raggedright\arraybackslash}p{0.43\textwidth}>{\raggedright\arraybackslash}p{0.22\textwidth}>{\raggedright\arraybackslash}p{0.27\textwidth}@{}}
\caption{Uma referência de cada categoria da seção 4.2 do Manual}
\label{tab:todosostipos}\\
\toprule
\textbf{Categoria} & \textbf{Tipo no .bib} & \textbf{Citação} \\
\midrule
\endfirsthead
\toprule
\textbf{Categoria} & \textbf{Tipo no .bib} & \textbf{Citação} \\
\midrule
\endhead
\bottomrule
\endfoot
4.2.1.1 monografia no todo & \texttt{@book} & \cite{m-4211} \\
4.2.1.2 monografia em meio eletrônico & \texttt{@book} & \cite{m-4212} \\
4.2.1.3 parte de monografia & \texttt{@incollection} & \cite{m-4213} \\
4.2.2 correspondência & \texttt{@letter} & \cite{m-422} \\
4.2.2.1 correspondência em meio eletrônico & \texttt{@letter} & \cite{m-4221} \\
4.2.3.1 publicação periódica no todo & \texttt{@periodical} & \cite{m-4231} \\
4.2.3.3 parte de revista & \texttt{@periodical} & \cite{m-4233} \\
4.2.3.4 artigo de revista & \texttt{@article} & \cite{m-4234} \\
4.2.3.5 artigo de revista em meio eletrônico & \texttt{@article} & \cite{m-4235} \\
4.2.3.6 matéria de jornal & \texttt{@article} & \cite{m-4236} \\
4.2.3.7 matéria de jornal assinada, em meio eletrônico & \texttt{@article} & \cite{m-4237} \\
4.2.3.8 matéria de jornal não assinada, em meio eletrônico & \texttt{@article} & \cite{m-4238} \\
4.2.4.1 evento no todo & \texttt{@proceedings} & \cite{m-4241} \\
4.2.4.3 evento no todo em meio eletrônico & \texttt{@proceedings} & \cite{m-4243} \\
4.2.4.5 trabalho apresentado em evento & \texttt{@inproceedings} & \cite{m-4245} \\
4.2.4.6 trabalho em evento, em meio eletrônico & \texttt{@inproceedings} & \cite{m-4246} \\
4.2.5 patente & \texttt{@patent} & \cite{m-425} \\
4.2.5.1 patente em meio eletrônico & \texttt{@patent} & \cite{m-4251} \\
4.2.6.1 legislação & \texttt{@legislation} & \cite{m-4261} \\
4.2.6.2 jurisprudência & \texttt{@jurisdiction} & \cite{m-4262} \\
4.2.6.3 ato administrativo normativo & \texttt{@legislation} & \cite{m-4263} \\
4.2.7 documento jurídico em meio eletrônico & \texttt{@legal} & \cite{m-427} \\
4.2.8 documento civil e de cartório & \texttt{@legal} & \cite{m-428} \\
4.2.9 documento audiovisual & \texttt{@video} & \cite{m-429} \\
4.2.10 partitura & \texttt{@music} & \cite{m-42101} \\
4.2.10.1 partitura em meio eletrônico & \texttt{@music} & \cite{m-42102} \\
4.2.11 documento iconográfico & \texttt{@image} & \cite{m-42111} \\
4.2.11.1 documento iconográfico em meio eletrônico & \texttt{@image} & \cite{m-42112} \\
4.2.12 documento cartográfico & \texttt{@map} & \cite{m-42121} \\
4.2.12.1 documento cartográfico em meio eletrônico & \texttt{@map} & \cite{m-42122} \\
4.2.13 documento tridimensional & \texttt{@artwork} & \cite{m-42131} \\
4.2.14 documento de acesso exclusivo em meio eletrônico & \texttt{@online} & \cite{m-4214} \\
dissertação de mestrado & \texttt{@thesis} & \cite{m-diss} \\
norma técnica & \texttt{@standard} & \cite{m-norma} \\
\end{longtable}
\source{Elaboração própria, a partir da seção 4.2 do Manual do SiBI.}
Se alguma dessas referências sair diferente do que o Manual imprime, é defeito da classe, e o lugar de relatar é o repositório do projeto. O gabarito de cada uma está no próprio \verb|exemplo.bib|, em comentário acima da entrada.
\chapter{Alguns outros exemplo úteis}
\begin{tcolorbox}[title=Meu Textbox]
Este é o conteúdo do meu textbox. Você pode adicionar qualquer texto aqui, bem como incluir fórmulas matemáticas, listas e outros elementos que desejar. A caixa ajustará automaticamente o tamanho para acomodar seu conteúdo.
\end{tcolorbox}
\begin{tcolorbox}
Este é o conteúdo do meu textbox sem título. Você pode adicionar qualquer texto aqui, bem como incluir fórmulas matemáticas, listas e outros elementos que desejar. A caixa ajustará automaticamente o tamanho para acomodar seu conteúdo.
\end{tcolorbox}
\begin{figure}[ht]
\centering
\begin{tikzpicture}
\node[anchor=south west,inner sep=0] (image) at (0,0) {\includegraphics[width=0.5\textwidth]{example-image}}; % Substitua example-image pelo nome da sua imagem
\begin{scope}[x={(image.south east)},y={(image.north west)}]
% Definindo o textbox dentro da figura
\node[anchor=north west, text width=0.3\textwidth, fill=white, opacity=0.7, text opacity=1] at (0.05,0.95) { % Ajuste a posição conforme necessário
\begin{tcolorbox}[colback=red!5!white,colframe=red!75!black,halign=flush left,halign title=flush left,title=Textbox dentro de uma figura]
Este textbox fala sobre como inserir um textbox dentro de uma figura usando o pacote \texttt{tikz} e \texttt{tcolorbox} no \LaTeX.
\end{tcolorbox}
};
\end{scope}
\end{tikzpicture}
\caption{Figura com Textbox}
\label{fig:figura_com_textbox1}
\source{Elaboração própria.}
\end{figure}
\begin{figure}[ht]
\centering
\begin{tcolorbox}
Este é o conteúdo do meu textbox sem título. Você pode adicionar qualquer texto aqui, bem como incluir fórmulas matemáticas, listas e outros elementos que desejar. A caixa ajustará automaticamente o tamanho para acomodar seu conteúdo. O textbox agora foi posto dentro de uma figura.
\end{tcolorbox}
\caption{Figura com Textbox simples}
\label{fig:figura_com_textbox}
\source{Elaboração própria.}
\end{figure}
\section{Listagens de código e algoritmos}
O CoppeTeX traz embutido o suporte a listagens de programas (pacote \verb|listings|) e a algoritmos (\verb|algorithm2e|). A legenda fica no topo (``Programa N''), como em qualquer ilustração, e a lista correspondente é gerada por \verb|\listofprograms|. O \autoref{prog:exemplo} mostra um exemplo em Python.
\begin{python}[caption={Exemplo de programa em Python},label=prog:exemplo]
def saudacao(nome):
# imprime uma saudação acentuada
print(f"Olá, {nome}!")
saudacao("COPPE")
\end{python}
\source{Elaboração própria.}
Para inserir código no meio do texto use \verb|\pythoninline|, como em \pythoninline{saudacao(nome)}; e para mostrar a saída de um programa use o ambiente \verb|Verbatim| do \texttt{fancyvrb}, que a classe já carrega:
\begin{Verbatim}[frame=lines,numbers=left,numbersep=0.5em]
Olá, COPPE!
\end{Verbatim}
Há estilos prontos também para \verb|java|, \verb|xml|, \verb|html| e \verb|prolog|. O \autoref{prog:java} usa o de Java e é a segunda listagem do documento, o que prova que o contador anda e que as duas entram na lista de programas.
\begin{java}[caption={Exemplo de programa em Java},label=prog:java]
public class Saudacao {
public static void main(String[] args) {
System.out.println("Olá, COPPE!");
}
}
\end{java}
\source{Elaboração própria.}
A classe traz ambientes prontos também para XML, HTML e Prolog, com a mesma legenda acima e fonte abaixo:
\begin{xml}[caption={Exemplo de documento XML},label=prog:xml]
<tese tipo="dsc">
<titulo>Título da Tese</titulo>
</tese>
\end{xml}
\source{Elaboração própria.}
\begin{html}[caption={Exemplo de página HTML},label=prog:html]
<p>Olá, <strong>COPPE</strong>!</p>
\end{html}
\source{Elaboração própria.}
\begin{prolog}[caption={Exemplo de programa em Prolog},label=prog:prolog]
orienta(ana, bia).
banca(X) :- orienta(X, _).
\end{prolog}
\source{Elaboração própria.}
Há também \verb|\pythoninline| e \verb|\javainline| para código no meio do
texto, como em \javainline{new Saudacao()}, e o ambiente \verb|Verbatim| (com as opções acima) para a saída de programas. Para algoritmos, use o ambiente \verb|algorithm| com as palavras-chave em português \verb|\For| e \verb|\While|, como no \autoref{alg:soma}.
\begin{algorithm}[H]
\caption{Soma dos elementos de um vetor}
\label{alg:soma}
\KwData{vetor $v$ com $n$ elementos}
\KwResult{soma $s$ dos elementos de $v$}
$s \leftarrow 0$\;
\For{$i \leftarrow 1$ \KwTo{} $n$}{
$s \leftarrow s + v[i]$\;
}
\KwRet $s$\;
\end{algorithm}
O \autoref{alg:busca} é o segundo algoritmo, e usa \verb|\While|. Como no caso das listagens, ele existe para mostrar a numeração andando e a lista de algoritmos com duas entradas.
\begin{algorithm}[H]
\caption{Busca sequencial em um vetor}
\label{alg:busca}
\KwData{vetor $v$ com $n$ elementos e uma chave $k$}
\KwResult{posição de $k$ em $v$, ou $0$ se $k$ não estiver em $v$}
$i \leftarrow 1$\;
\While{$i \leq n$ \textbf{e} $v[i] \neq k$}{
$i \leftarrow i + 1$\;
}
\If{$i > n$}{\KwRet $0$\;}
\KwRet $i$\;
\end{algorithm}
\chapter{Escrevendo matemática}
A classe carrega \texttt{amsmath} em qualquer motor: são os ambientes e comandos, não a fonte. \textbf{A fonte matemática é escolha sua}, e a classe não carrega nenhuma. Este exemplo a escolhe no preâmbulo, pelo motor: \texttt{amssymb} sob \hologo{pdfLaTeX} (símbolos clássicos $\mathbb{R}$, $\hbar$, $\varnothing$, \ldots) e \texttt{unicode-math} com a Latin Modern Math sob \hologo{LuaLaTeX}/\hologo{XeLaTeX} (veja a~\autoref{sec:unicode-math}). Copie o bloco para o seu trabalho, troque a fonte se quiser, ou apague-o se o trabalho não tem matemática. Fórmulas no texto vão entre \verb|$...$|; fórmulas destacadas e numeradas usam o ambiente \verb|equation|.
\section{Alinhamento (align)}
O ambiente \verb|align| alinha equações pelo \verb|&| e numera cada linha (\verb|\\| quebra a linha; \verb|align*| não numera):
\begin{align}
f(x) &= (x+1)^2 \\
&= x^2 + 2x + 1 .
\end{align}
\section{Matrizes (matrix)}
O \texttt{amsmath} traz \verb|pmatrix|, \verb|bmatrix|, \verb|vmatrix|, entre outros:
\begin{equation}
A = \begin{bmatrix} a_{11} & a_{12} \\ a_{21} & a_{22} \end{bmatrix}
\qquad
\det A = \begin{vmatrix} a_{11} & a_{12} \\ a_{21} & a_{22} \end{vmatrix}
\end{equation}
\section{Subequações (subequations)}
Para numerar um grupo de equações sob o mesmo número, com letras (a), (b):
\begin{subequations}
\begin{align}
a &= b + c , \\
d &= e - f .
\end{align}
\end{subequations}
\section{Estruturas alinhadas (array)}
O \verb|array| monta estruturas dentro do modo matemático, como definições por partes:
\begin{equation}
|x| = \left\{ \begin{array}{ll}
x, & \text{se } x \ge 0 , \\
-x, & \text{caso contrário.}
\end{array} \right.
\end{equation}
\section{Operadores (\textbackslash DeclareMathOperator)}
Para operadores com a tipografia correta (romano, espaçamento adequado), declare-os no preâmbulo:
\begin{verbatim}
\usepackage{amsmath}
\DeclareMathOperator{\RMSE}{RMSE}
\DeclareMathOperator{\diag}{diag}
\end{verbatim}
Assim:
\begin{itemize}
\item \verb|$\RMSE(y,\hat{y})$| produz $\RMSE(y,\hat{y})$;
\item \verb|$\diag(\lambda_1,\lambda_2)$| produz
$\diag(\lambda_1,\lambda_2)$.
\end{itemize}
\section{Unicode e LuaLaTeX (unicode-math)}
\label{sec:unicode-math}
Ao migrar para \hologo{LuaLaTeX} (ou \hologo{XeLaTeX}), \textbf{não carregue} \texttt{amssymb}: ele é o pacote AMS legado, escrito para as fontes Type~1 de 8~bits (\texttt{msam}/\texttt{msbm}), e colide com \texttt{unicode-math} -- o pacote moderno que controla a fonte matemática OpenType. Por isso o preâmbulo deste exemplo escolhe um ou outro pelo motor, com \verb|\ifPDFTeX| (do pacote \texttt{iftex}, que a classe já carrega):
\begin{verbatim}
\ifPDFTeX
\usepackage{amssymb}
\else
\usepackage{unicode-math} % NÃO use \usepackage{amssymb} junto
\setmathfont{Latin Modern Math} % ou STIX Two Math
\fi
\end{verbatim}
O código clássico continua valendo ($\mathbb{R}$, $\int_a^b f(x)\,dx$, $\alpha$) e você ainda pode digitar os próprios símbolos Unicode no editor. A vantagem é que o PDF passa a indexar os símbolos em Unicode real: ao copiar uma fórmula do PDF, o significado dos símbolos é preservado.
\chapter{Referências cruzadas, notas e índices}
\label{cap:refs}
Este capítulo reúne os recursos para \emph{apontar} para coisas: rótulos, notas de rodapé, hyperlinks, URLs e índices. (Para a bibliografia, veja o Capítulo~\ref{cap:biblatex}.)
\section{Rótulos e referências cruzadas}
Marque um elemento com \verb|\label{tipo:nome}| e aponte para ele com \verb|\ref| (só o número), \verb|\autoref| (tipo + número, p.\,ex.\ ``Figura 4.1'') ou \verb|\pageref| (a página). O número vem do contador do elemento \emph{no momento} do \verb|\label|; por isso o \verb|\label| deve vir logo após o \verb|\caption| (em floats) ou o título da seção. Adote prefixos por tipo: \verb|cap:|, \verb|sec:|, \verb|fig:|, \verb|tab:|, \verb|eq:|. Por exemplo, este é o \autoref{cap:refs} e a \autoref{fig:tikz} está no capítulo de floats.
\section{Notas de rodapé}
Use \verb|\footnote{texto}|\footnote{Como esta nota, que a classe imprime em espaçamento simples.}. Para repetir a marca sem renumerar, use \verb|\footnotemark| e \verb|\footnotetext|.
\section{hyperref e marcadores}
A classe carrega o \verb|hyperref|: o sumário, as citações e os \verb|\ref|/\verb|\autoref| viram \emph{links} clicáveis e o leitor de PDF ganha um painel de \emph{bookmarks} (navegação por capítulos). Não é preciso configurar nada; para mudar a cor dos links, use \verb|\hypersetup{...}| no preâmbulo. Para tirar a cor e a moldura de todos eles de uma vez --- útil para quem vai imprimir --- passe a opção de classe \verb|semlinks|; os links continuam clicáveis e os \emph{bookmarks} continuam no painel.
\section{URLs}
Para endereços, use \verb|\url{https://exemplo.org}|: o \verb|hyperref| cria o link e quebra a URL no fim da linha. Para um texto-âncora,
use \verb|\href{https://exemplo.org}{texto}|. Evite digitar URLs como texto comum --- elas não quebram e estouram a margem.
\section{Índice remissivo}
\index{índice remissivo}
Marque os termos com \verb|\index{termo}| e imprima o índice com \verb|\printindex| (carregue \verb|makeidx| e use \verb|\makeindex| no preâmbulo). O índice é montado pelo programa \verb|makeindex|. Como as listas de abreviaturas e símbolos também usam \verb|makeindex| (com o estilo \verb|coppe.ist|), o mais prático é deixar o \verb|latexmk| rodar tudo (veja o \texttt{latexmkrc}). Atenção: o \verb|latexmk| é um script \emph{Perl} --- no Windows, instale o \emph{Strawberry Perl}; no Linux e no macOS o Perl já costuma vir instalado. Para vários índices, use \verb|imakeidx| ou \verb|index|.
\section{Traduções (NBR 10520)}
Ao citar um trecho que você mesmo traduziu, coloque a tradução no corpo do texto e escreva ``tradução nossa'' na chamada; se a precisão do original importar, ponha-o em nota de rodapé. Segundo \citet[p.~45]{article-example}, a interpretação depende das práticas (tradução nossa).\footnote{Original: ``the interpretation depends on the practices''.} Veja também o parâmetro opcional de \verb|\citep| no Capítulo~\ref{cap:biblatex}.
\chapter{Truques de \LaTeX}
\section{Comentários mágicos (\texttt{\% !TeX})}
Linhas \verb|% !TeX| no topo do arquivo dizem ao editor (\hologo{TeX}studio, Overleaf, \hologo{TeX}works) como compilar. O padrão recomendado nesta classe:
\begin{verbatim}
% !TeX program = lualatex
% !TeX encoding = UTF-8
% !TeX spellcheck = pt_BR
% !BIB program = biber
\end{verbatim}
Com isso o documento compila igual em qualquer ambiente. O \texttt{latexmkrc} cumpre papel parecido para o \verb|latexmk|.
\section{Espaço engolido}
Um comando sem argumento engole o espaço seguinte: \verb|\LaTeX é bom| sai como ``\LaTeX é bom'' (coladinho). Para preservar o espaço use \verb|\LaTeX\ é| (barra-espaço), \verb|\LaTeX{} é| (chaves vazias) ou o pacote \verb|xspace| ao definir o comando (\verb|\newcommand\foo{...\xspace}|).
\section{Escopo (grupos)}
Chaves \verb|{...}| (ou \verb|\begingroup|\dots\verb|\endgroup|) criam um escopo: mudanças de fonte, espaçamento e até definições de pacotes ficam locais. Para reaproveitar um pseudocódigo escrito para um pacote de algoritmos diferente do seu, isole-o num grupo em vez de reescrevê-lo.
\section{Descarregar figuras: \texttt{\textbackslash clearpage} × \texttt{\textbackslash newpage}}
\verb|\newpage| apenas quebra a página e leva os floats pendentes adiante, acumulando-os. \verb|\clearpage| quebra a página \emph{e} despeja todos os floats em espera antes de continuar --- use-o para evitar o ``congestionamento'' de figuras no fim de um capítulo.
\section{\texttt{latexmkrc}, perl e Overleaf}
O \verb|latexmk| automatiza a compilação (roda \LaTeX, \verb|biber| e \verb|makeindex| quantas vezes for preciso) e lê o \texttt{latexmkrc} do diretório. Como o \verb|latexmk| é um script \emph{Perl}, no Windows instale o \emph{Strawberry Perl}; no Linux e no macOS o Perl já vem instalado. No Overleaf, o \verb|latexmk| roda sozinho e lê o \texttt{latexmkrc} do projeto.
\section{Fluxos de escrita e o \texttt{morewrites}}
\label{sec:morewrites}
O \hologo{pdfLaTeX} só consegue manter \textbf{dezesseis} arquivos abertos para escrita ao mesmo tempo, e cada lista que o trabalho imprime ocupa um deles até o fim da compilação: o sumário, a lista de figuras, a de tabelas, a de quadros, a de programas, a de algoritmos, cada flutuante novo criado com \verb|\newcoppefloat|, a lista de símbolos, a de abreviaturas, a de siglas, o índice remissivo, cada índice a mais e o glossário. Este exemplo, sozinho, passa dos dezesseis.
Por isso a classe carrega o pacote \verb|morewrites|, que tira esse teto. Ele custa cerca de meio segundo por passada do \hologo{pdfLaTeX}. Quando o tempo de compilação importa --- no plano gratuito do Overleaf, por exemplo ---, a opção \verb|semmorewrites| o desliga:
\begin{verbatim}
\documentclass[dsc,semmorewrites]{coppe}
\end{verbatim}
\begin{itemize}
\item \textbf{Pode desligar} se o trabalho \emph{não} tem índice remissivo, nem vários índices (\verb|imakeidx|, \verb|splitidx|), nem glossário, nem nomenclatura, e tem menos listas que este exemplo, que já precisa do pacote.
\item \textbf{Deve desligar} se o \verb|morewrites| brigar com outro pacote, o que é raro: ele guarda o que é escrito até a página sair, e um pacote que escreve um arquivo e o lê de volta na mesma passada pode se perder.
\item \textbf{Não desligue} se o trabalho tem índice remissivo e glossário, ou vários índices: é para isso que o pacote está ali.
\end{itemize}
Se você desligar e os fluxos acabarem, a compilação para com a mensagem ``Acabaram os 16 fluxos de escrita do \TeX'', que diz o que fazer: tirar o \verb|semmorewrites| ou compilar com \hologo{LuaLaTeX}, que tem cento e vinte e oito fluxos e dispensa o pacote. O manual da classe discute o assunto em detalhe, com o custo de cada lista.
\chapter{Método Proposto}
\chapter{Resultados e Discussões}
\section{Algumas Demonstrações}
A Lista de Símbolos sai na ordem em que cada símbolo aparece pela primeira vez no texto, como pede a seção 3.1.2.2.7 do Manual. Aqui vamos usar os símbolos $\alpha$ e $\beta$. A chave entre colchetes só vale com a opção de classe \verb|simbolosalfabeticos|, que ordena a lista alfabeticamente; sem ela, é ignorada.
\symbl[beta]{Beta}{A palavra Beta more e corrigida}
\symbl[zzbeta]{$\beta$}{A letra $\beta$ corrigida}
\symbl{beta}{A palavra beta}
\symbl{alpha}{A palavra alpha}
\symbl[alpha]{Alpha}{A palavra Alpha}
\symbl[zzalpha]{$\alpha$}{A letra $\alpha$ corrigida}
\symbl[marco]{Marco}{A palavra Marco corrigida}
A Lista de Abreviaturas é alfabética, e nela a chave entre colchetes decide a posição de siglas de caixa mista. Alguns exemplos:
\abbrev{GoT}{Game of Thrones}
\abbrev[GOT]{GoT}{Game of Thrones ordenado como GOT}
\abbrev[iot]{IoT}{IoT ordenado como iot}
\abbrev[IoT]{IoT}{IoT ordenado como IoT}
\abbrev[IOT]{IoT}{IoT ordenado como IOT}
\abbrev{IoT}{IoT com ordenação default}
\abbrev[ITU]{ITU}{ITU mesmo}
\defineacronym{ufrj}{UFRJ}{Universidade Federal do Rio de Janeiro}
\defineacronym{cpgp}{CPGP}{Comissão de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia}
As siglas (Manual, seção 2.8) são expandidas na primeira ocorrência e registradas automaticamente na Lista de Siglas, que este exemplo mantém separada da de abreviaturas com \verb|\makeloacronyms|. Uma sigla que não se usa com \verb|\useacronym| entra na lista com \verb|\acron|, que não imprime nada no texto: é assim que a ABNT, citada neste capítulo sem \verb|\useacronym|, está na lista.\acron{ABNT}{Associação Brasileira de Normas Técnicas} Declaradas com \verb|\defineacronym|, basta usá-las: a \useacronym{ufrj} oferece vários cursos de pós-graduação, e este programa segue as normas da \useacronym{cpgp}. Em menções seguintes aparecem apenas as siglas, como \useacronym{ufrj} e \useacronym{cpgp}; use \verb|\useacronym*| para forçar a forma extensa.
\chapter{Conclusões}
\backmatter
% Tipos exóticos da ABNT (NBR 6023): patente, legislação, norma, mapa,
% partitura --- declarados via sinônimos em português em exemplo.bib.
\nocite{patente-example,legislacao-example,norma-example,mapa-example,partitura-example}
\nocite{jurisprudencia-example}
\nocite{videogame-example,filme-example,semautor-example,semautorart-example}
\nocite{jornalcaderno-example,jornal-example}
\printbibliography
% Glossário (3.1.4.2), depois das referências: termos técnicos e seus
% significados, em ordem alfabética.
\begin{theglossary}
\item[Fólio] o número da folha, impresso no canto superior direito.
\item[Mancha gráfica] a área da folha ocupada pelo texto, dentro das
margens.
\item[PDF/A] o formato de PDF para preservação de longo prazo, exigido no
depósito (2.2d).
\end{theglossary}
\appendix
\chapter{Um apêndice}
Segundo a norma da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), a definição e utilização de apêndices e anexos seguem critérios específicos para a organização de documentos acadêmicos e técnicos.
Apêndice: O apêndice é um texto ou documento elaborado pelo autor do trabalho com o objetivo de complementar sua argumentação, sem que seja essencial para a compreensão do conteúdo principal do documento. O uso de apêndices é indicado para incluir dados detalhados como questionários, modelos de formulários utilizados na pesquisa, descrições extensas de métodos ou técnicas, entre outros. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos. A inclusão de apêndices visa a fornecer informações adicionais que possam ajudar na compreensão do estudo, mas cuja presença no texto principal poderia distrair ou desviar a atenção do leitor dos argumentos principais.
\chapter{Outro apêndice}
\annex
\chapter{Um Anexo}
Segundo a norma da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), a definição e utilização de apêndices e anexos seguem critérios específicos para a organização de documentos acadêmicos e técnicos.
Anexo: O anexo, por sua vez, consiste em um texto ou documento não elaborado pelo autor, que serve de fundamentação, comprovação e ilustração. O uso de anexos é apropriado para materiais como cópias de artigos, legislação, documentos históricos, fotografias, mapas, entre outros, que tenham relevância para o entendimento do trabalho do autor. Assim como os apêndices, os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos. Eles são utilizados para enriquecer o trabalho com informações de suporte, garantindo que o leitor tenha acesso a documentos complementares importantes para a validação dos argumentos apresentados no texto principal.
No modelo \CoppeTeX os anexos devem obrigtoriamente vir depois dos apêndices e usam o comando novo (versão 3.5 em diante) \verb|\annex|
\chapter{Outro Anexo}
%% Índice remissivo (3.1.4.5), o último elemento pós-textual. Os termos são
%% marcados no texto com \index; o makeindex monta o índice entre as passadas.
\printindex
\coppetexfinalpage% colofão institucional (página par, face do contracapa)
\end{document}
%%
%%
%% End of file `max-exemplo.tex'.